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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Contos espalitados - Guerra


Depois de muito tempo volto a postar por aqui outro conto baseado em minhas ideias antigas. Já tinha apresentado um parte deste universo aqui e ainda contando com a parceria do amigo Eliel nos desenhos ( e agora na parte escrita), a saga continua. :D

Leiam aí o conto Guerra que se passa um pouco antes da história principal deste universo. Se tudo der certo a partir de agora a produção de histórias vai aumentar. Já temos outras histórias ganhando forma.

GUERRA

Lembro daquele dia como se fosse hoje. Era mais um fim de semana como sempre em minha vidinha monótona que se resumia a algumas cervejas, conversa fiada sobre mulheres e filmes e ressaca no dia seguinte.

Eu estava saindo do meu banho quando ouvi um estrondo ao longe seguido de mais dois outros, não me importei na hora, pareciam fogos de artifício bem ao longe.
Algum tempo depois ouvi outros estrondos numa seqüência de quatro em curtos intervalos de um para o outro, sendo que o ultimo foi bem mais próximo da minha residência. Os vidros das janelas vibraram ao som do ultimo estrondo e a luz da sala piscou umas duas vezes. Com certeza não eram fogos de artifício.

La fora eu ouvi as vozes dos meus vizinhos curiosos para ver o que estava acontecendo. Abri a janela que dava pra rua juntando-me aos demais curiosos. Todos se perguntavam o que estava acontecendo. Alguém falou que vira algo na TV sobre uma explosão no centro da cidade, mas, que agora não havia mais sinal todos os canais estavam fora do ar. Todos falavam ao mesmo tempo gerando um burburinho. Foi nesse momento que escutei algo como o som de um trovão que se aproximava rapidamente vindo pela rua de trás. Foi tudo muito rápido e do que me lembro é de estar sendo jogado pra fora da janela e o mundo girando entre pedaços de vidro, madeira, tijolos partidos e logo depois tudo ficou escuro.

Um cano estourado jogava água para o alto e as pequenas gotículas que se espalhavam no ar me despertaram da escuridão. Minha cabeça estava estourando de dor, meus ouvidos zumbiam e minha visão estava turva. Só depois de um tempo pareceu uma eternidade consegui entender minha situação. Estava deitado sobre a grama do que um dia fora o jardim da minha casa, o céu estava escuro, o ar cheirava a fumaça e ao redor eu podia ouvir gemidos e gritos desesperados.

Tentei me mover e meu corpo respondeu primeiro com dores em toda parte, mas mesmo assim consegui me sentar, a cabeça girou senti vertigens e ânsia de vomito. Mais alguns minutos se passaram até eu conseguir me recompor. Meu corpo estava coberto de poeira, arranhões e pequenos cortes. Estava vestindo apenas a minha calça jeans surrada no momento em que fui jogado da janela de casa para fora pela explosão. Minha casa agora era uma ruína.

Gostaria de dizer que fui heróico em meu comportamento diante do que vi a seguir quando consegui ficar e pé e contemplei a devastação ao redor mim. Fogo e fumaça, algumas casas ardiam em chamas, pessoas mortas em pedaços espalhados pela rua, corpos carbonizados, uns ainda agonizando retorciam-se de dor, outros cambaleavam em choque como bêbados sobre os escombros do que fora uma rua pavimentada. Uma onda de medo me atingiu como um soco no estomago fazendo me dobrar e meu estômago dando voltas me fez vomitar. O desespero me dominou por um tempo até eu escutar outros sons que se aproximavam. No inicio pequenos estampidos que foram aumentando até poder distinguir o que eram: tiros, rajadas de metralhadoras e pelo som deviam ser de grosso calibre.

Aquilo não era real, não podia ser, era um pesadelo tinha quer ser! Eu queria acordar, mas infelizmente era a verdade. Enquanto eu tentava me convencer de que estava em um sonho ruim ouvi agora gritos de pessoas pedindo por suas vidas e sendo silenciadas pelo matraquear de metralhadoras.
De repente ouvi um barulho vindo do beco que havia entre minha casa e a vizinha do lado onde ainda as paredes estavam de pé, passos apressados se materializaram na forma de um rapazinho que passou correndo por mim tão aterrorizado que notou minha presença sumindo de vista logo adiante noutro beco. Aquilo me tirou do devaneio momentâneo fazendo com que eu reunisse um pouco de coragem e curiosidade para saber o que estava acontecendo.

Avancei cautelosamente para o lado onde ouvira os tiros, ainda que inicialmente com passos vacilantes. Minha cabeça ainda doía um pouco e ainda ouvia um leve zumbido nos ouvidos. Ao me aproximar da esquina da rua me esgueirei pela parede e vi algo que apenas para mim na época só era possível nos filmes e historias em quadrinhos. Iluminados pelas chamas de algumas casas que ainda queimavam estavam dois enormes robôs. Pelo menos foi o que achei que eram a princípio. Deviam ter pelo menos uns quatro metros e altura, pintados com uma cor preta brilhante que refletiam as chamas dos incêndios. Seus braços eram armados, no direito uma metralhadora Gatling de um calibre desconhecido pra mim, mas aparentemente pesado, acho que serviria pra enfrentar até um tanque de guerra e no braço esquerdo uma larga e afiada lamina.

Estava eu ainda pasmo diante de tão exótica visão que quase não percebi quando um deles girou sua cabeça na minha direção, logo seu corpanzil metálico também acompanhou a cabeça e ele erguendo seu braço de lamina apontou para minha posição.
- Veja temos mais um ali – disse ele com uma voz metálica desprovida de qualquer emoção.
- É só mais um rato – disse o outro e soltou uma gargalhada que soou bem humana aos meus ouvidos – Vamos acabar com ele daqui a pouco, completou.

Foi por puro instinto que me joguei no chão no momento em que eles abriram fogo contra mim. Balas atingiram a parede abrindo buracos do tamanho de bolas de futebol, a poucos centímetros da minha cabeça. Tentei rastejar para longe da parede temendo que ela desmoronasse em cima de mim, o ar estava cheio de poeira e destroços. Um deles avançou até onde eu estava correndo com grande agilidade. Enquanto o outro mantinha o fogo cerrado para eu não me mover. Logo a casa da esquina desabou diante do tiroteio levantando uma nuvem de poeira que se espalhou por todo lado.

Quando a poeira se dissipou com um vento que agora sobrava ali eu me vi diante dos monstros mecânicos. Eu estava apavorado demais pra me mexer.
- Olá ratinho não quer fugir? É mais divertido, disse aquele que rira antes.
- Que... Quem são vocês? Conseguiu balbuciar quase num fiapo de voz.

Ele riu novamente da minha pergunta e do meu medo também eu acho, ele parecia se divertir com isso.
- Somos alienígenas malvados que queremos escravizar todos nesse mundinho ridículo, disse ele desatando numa outra gargalhada.

Inclinando o corpo em minha direção ele deu um passo a frente e ouvi um estalo metálico e logo das juntas de seus ombros uma nuvem de vapor chiou e as duas placas metálicas que tinha o formato de peito dele se abriram para os lados e dentro apareceu um rosto de um homem sorrindo zombeteiramente.

Ele usava um capacete com visor escuro que permitia apenas ver do nariz para baixo.
- Deixe de brincadeira Will – reclamou o outro – acabe logo com ele ainda temos muito que fazer.
Naquele momento meu medo sumiu e eu os odiei de todo coração. Meu corpo agora tremia, mas era de puro ódio. Então era aquilo tudo mais uma guerra causada por um punhado de políticos ou alguns canalhas com fome de poder? Os malditos tecnocratas interessados em testar novas armas no mínimo!
Depois as coisas que me lembro foram meus olhos ardendo, o chão a minha volta tremer e o sorriso daquele homem se desfazendo enquanto tentava se virar para seu companheiro.

- Merda, ele é um maldito dum free! - gritava com seu nariz sangrando, as duas armaduras robóticas soltando fagulhas enquanto seus membros metálicos se retorciam como papel quando é amassado. As armaduras começaram a vibrar e explodiram. Uma luz ofuscante cobriu tudo logo após e depois a escuridão reinou novamente.

Em um lampejo de consciência ainda vi dois jovens um de cabelos cacheados de cor acastanhados estavam ajudando um senhor idoso e uma garotinha que estavam presos nos destroços de uma casa, enquanto outro de cabelos castanhos cortados curtos se aproximava de mim falando algo que não conseguia entender. Mergulhei novamente na escuridão.




Espero que tenham gostado e fiquem ligados para mais histórias neste universo.
Gostaram? Odiaram? Tem alguma crítica (construtiva, por favor :D), comentem aí!

Valeu paliteiros, até a próxima.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

E eis que surge um novo mundo

Deste de pequeno gostava de criar histórias e personagens, todo mundo já deve ter feito isso em algum momento da vida, certo?

Pois então, eu sempre tive o costume de escrever descrições ou histórias em cadernos e bloquinhos (tanto que tenho um bloquinho sempre junto comigo heheh). Cheguei a escrever alguns contos e capítulos de minha história principal, mas sabem como é, não fiz backup de nada na época e meu computador deu pau e perdi tudo... então não escrevi mais nada por muito tempo, só minha ideias iam pro papel.

Bom, vocês devem estar se perguntando: "Mas por que diabos ele está falando isso tudo?" heheh
É que a um tempo atrás voltei a escrever e a desenvolver algumas ideias e mais ou menos na mesma época achei pelas minhas andanças pela net um amigo que se dispôs a desenhar meus personagens e algumas das minhas histórias como vocês devem ter visto meus dois pequenos contos anteriores abaixo:D

Esta parceria fez reaparecer minha vontade de escrever, então decidi apresentar aqui um pouco das histórias do mundo que criei e com a autorização do amigo Eliel Ribeiro vou apresentar aqui os rascunhos ( muito bons por sinal) de alguns dos meus personagens.




Estes são os dois personagens principais deste mundo que criei.
E abaixo um resumão do que eu imaginei.
As minhas maiores influencias são de filmes, neste caso específico posso citar vários, mas os que mais se destacam são a trilogia Mad Max, Akira, Scanners e Highlander. hehehe

Num futuro não muito distante o mundo está desolado.
A água potável está acabando.
Existem montanhas de lixo por todos os cantos.
Várias gangues agem neste mundo sem quase nada, entre elas a maior e pior é a dos Carniceiros.
Depois de um golpe militar o governo mundial foi centralizado e as pessoas no poder se auto denominam o Conselho Supremo da Humanidade.
Este novo governo se concentra em 3 grandes Cidades/complexos comerciais, onde algumas pessoas privilegiadas vivem. Nestas “cidades” existe um depósito de água potável, de combustível, de armamento e de comida.


Neste caminhos existem 3 entradas que são guardadas por um dos 6 clãs. Normalmente assassinos treinados e muitas vezes com poderes estranhos. Em geral os 6 grandes clãs não se dão bem entre si.
As cidades financiam algumas gangues e com isso tem o direito de filmar e transmitir a guerrilha urbana que elas produzem em rede nacional, tendo assim o programa de maior audiência mundial. Apesar de que eles são os únicos que podem produzir e distribuir informação.
Mas existem algumas tvs e rádios clandestinas.

As pessoas que vão contra o governo são tachadas de bandoleiros e tem suas cabeças colocadas a prêmio, assim como os dois personagens principais.

 Fora dos muros dos 3 complexos algumas vilas sobrevivem com suas plantações e fontes de água potável. São constantemente saqueadas, mas algumas formaram seu próprio exército, muitas vezes com desertores do exército do governo e bandoleiros.

As feras são criaturas geneticamente modificadas que geralmente andam em bandos atacando os desavisados pelos caminhos. Normalmente são violentas e quase irracionais.
Podem ter quase 2 metros de altura, normalmente tem olhos negros mas alguns casos podem ser vermelhos.
Tem pelos por todo o corpo como se fosse um grande urso, são bípedes e tem porte atlético.
Andam um pouco curvadas, tem grandes garras e grandes presas que podem cortar até mesmo uma armadura leve.



Bem, isso é um resumão bem resumido heheh
Tenho outras ideias com outros personagens e com histórias do passado e do futuro deste mundo que se interligam mas podem ser lidas sozinhas também.
Vão ser contos em prosa e em quadrinhos também:D
Esta é a ideia, já se isso tudo vai render e dar certo são outros 500. hehehe

Mas este post acabo ficando maior do que eu esperava heheh então por hoje era isso, espero que tenham gostado:D
Comentem aí se gostaram ou não e esperam novidades dentro deste universo em breve.

E visitem o site do amigo e grande desenhista Eliel Ribeiro para ver mais desenhos ou conheceram o trabalho dele, vale a pena.

Até a próxima paliteiros:D



segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Contos espalitados - Grandes poderes

Nos últimos anos tenho criado várias histórias, algumas ficaram só no racunhos e outras
evoluiram um pouco mais hehe
Então a pouco tempo tem encontrei um amigo por aí que desenha muito e ele começou a
desenhar algumas das minhas ideias e isso me deixou mais empolgado a voltar a escrever:D
No último postagem vocês puderam ver um microconto de terror antigo e agora coloco no ar
novamente acompanhando de uma baita ilustração do amigo Eliel Ribeiro e em parceria
com os amigos do Santuíaro,outro conto meu mais antigo, atendendo alguns pedidos
( 2 se não me engano, sem contar minha mãe heheheh)
Espero que gostem:D

Grandes poderes

Ele acordou se sentindo estranho naquele dia, ficou assim o dia todo. Não estava
doente, só estava se sentindo estranho. Na sua casa, seus pais estavam brigando
novamente, isto era rotineiro nas refeições familiares, mas hoje ele não brigava junto.
Ele estava estranho… Se comentasse isto em casa provavelmente as respostas seriam as
mesmas de sempre, são os hormônios da adolescência. “Ele não tem nada, é este o
problema da juventude hoje, se cansam sem fazer nada, ser adolescente é muito
aborrecido nos dias de hoje”, ironizaria o pai, mas ele não lhes falou nada, estava se
sentindo estranho.

Estava comendo quieto, nem ouvia a briga desta noite, seu nome foi citado uma
ou duas vezes, ou mais, mas isto não importava, estava daquele jeito desde de manhã
naquele dia… O que seria? Seu pensamento foi interrompido pela mão pesada de seu pai
em seu ombro. “A culpa da falta de dinheiro é deste vadio, não faz nada da vida e vive
pedindo dinheiro…”, Bom, isto bem que era verdade, ele tinha 17, quase 18 anos e não
fazia nada da vida, só estudava, não ia muito bem na escola, tirava notas azuis, mas não
altas, era como seu pai sempre dizia, um cara médio. A mão do pai no seu ombro
começava a irritar e ele não tirava, estava quieto até agora, porque seu pai tinha que
envolvê-lo na briga?

A mão não saia e sua cabeça começou a doer. Em um acesso de raiva ele gritou.
Houve um momento de silêncio então todos os vidros da casa se quebraram e ele sofreu
um corte na altura de seu cotovelo. Seus pais ficaram atônitos, não falaram nada, mas
seu pai pelo menos soltou seu ombro. Ele levantou da mesa, colocou seu prato na pia e
deixou seus pais ali, quietos e assustados.


Naquela noite ele dormiu bem. Na manhã seguinte ele acordou um pouco
melhor, mas ainda se sentindo estranho. No colégio começou a ouvir vozes. “Coisas da
minha cabeça” pensou ele. Foi para casa ouvindo muitas vozes, como se todas as vozes
do mundo falassem ao mesmo tempo cabeça. Aquelas vozes não paravam, ele já estava
pensando estar louco. Decidiu sair para arejar a cabeça, avisou sua mãe e saiu, quando
deu a costas, a ouviu falando algo, olhou para ela, mas sua mãe continuava
assistindo a novela. Ficou a observando então a ouviu mais uma vez, mas ela não havia
falado nada, será que ele havia lido a mente dela? Não, isto não é verdade, isso era
impossível, não era? Foi para a rua, se ele podia mesmo ler pensamentos, então deveria
testar com outras pessoas.

Não passava muito do meio-dia, as pessoas iam para seus trabalhos. Ele parou ali no
meio da multidão, quando um homem baixo e careca esbarrou nele. “ Estou atrasado, se
não chegar na hora serei demitido.” Seu coração disparou, não podia ser verdade,ele lia
pensamentos! O teste continuou, uma mulher alta e muito bonita passava . “ Será que
meu chefe vai dar encima de mim hoje? Tomara, ele é lindo.”Passou boa parte da tarde
ali testando seu recém adquirido poder mental.

À noite chegou cedo em casa, esperou a janta que desta vez foi pacífica, jantou, olhou
um pouco de televisão e na hora de deitar foi ao banheiro escovar os dentes, fechou a
porta e pensou em pegar a escova. Como por um passe de mágica, a porta do ármario se
abriu e sua escova veio até sua mão. Era bom demais para ser verdade: além de ler
pensamentos ele era telecinético, isso era um sonho. Não, não era, ele estava bem
acordado, lembrou dos vidros se quebrando e foi dormir feliz, iria testar seu novo poder
no outro dia.

Seu dia foi ótimo, ele lia pensamentos e tinha o poder de mover os objetos com a força
de sua mente, o que mais poderia querer? Voar! Ou ficar invisível, imagine entrar em
um vestiário feminino, com todas aquelas deusas nuas? Um sonho!

O dia passou como um raio, à noite foi ao centro da cidade, estava um pouco
cansado, vai ver que seus novos poderes estavam desgastando muito ele, mas não tinha
problema, nada que uma boa noite de sono não resolvesse.

Naquela noite viu que também podia voar, não por muito tempo, mas já era
ótimo. Os deuses só podiam estar do seu lado, senão que outra explicação teria para os
seus novos dons?

A praça estava muito cheia naquela noite, ela sempre lotava na sexta feira. Lá
ele viu o garoto que mais detestava, agora era sua chance: com estes poderes poderia dar
uma lição que ele jamais esqueceria. Chegou perto dele e o chamou. Quando ele se
virou, uma pedra que estava levitando acertou em cheio sua cabeça. O rapaz caiu na
mesma hora, desmaiado. Olhou seu desafeto no chão, deu um sorriso e foi embora.
Estava feliz, queria voar… Começou a flutuar quando sentiu uma forte dor no peito, caiu,
se machucou um pouco, mas estava bem. Precisava descansar, recarregar suas forças.
A dor foi ficando mais forte, chegou à frente de sua casa. As luzes estavam
acesas, seus pais deveriam estar assistindo televisão. Quando chegou à porta ele caiu,
seus olhos fitavam a luz que vinha do quarto de seus pais, seu coração estava parado, ele
estava morto. Seu corpo foi encontrado por sua mãe na manhã seguinte. Ela entrou em
pânico se perguntando por que ele estava ali daquela forma. Ela estava aos prantos
abraçada em seu marido, uma ambulância já havia chego e os médicos não podiam fazer
mais nada, ele havia falecido.

Sua mãe se perguntou por que, mas ela sabia a resposta, estava o tempo todo ali,
mas ela não queria ver. No quarto de seu filho foram encontradas duas seringas usadas,
três papelotes de cocaína e duas pedras de crack. Ele havia morrido de overdose.
“Super heróis” também morrem.

É isso aí paliteiros, espero que tenham gostado.
Comentem aí, podem sentar o pau se não gostaram eheh
Qualquer feedback é válido:)
E não esqueçam de dar um pulo no  Santuário e na galeria do grande
Eliel.
Valeu e até a próxima, que desta vez não vai demorar tanto. :D

domingo, 16 de setembro de 2012

Contos espalitados - Acampamento

Quem me conhece e/ou acompanha o Palitos sabe que gosto de histórias de terror e afins.
O que nem todo mundo sabe é que também gosto de criar histórias e personagens de ficção e terror. Tanto que já tenho uns 3 cadernos cheios de anotações e um bloquinho que está sempre comigo hehe
Bom, então estava arrumando minhas bagunças no computador e acabei achando vários microcontos, ideias e começos de capítulos dos meus personagens e cenários.
E um deles é este que segue.
Escrevi a muito tempo atrás.
E a pouco tempo encontrei um amigo pelas minhas andanças internéticas que desenha muito. Ele achou minhas ideias legais e está aos poucos colocando no papel as coisas que imaginei. Tanto que a ilustração que acompanha este microconto é dele.
E isso é uma coisa muito legal:D 
É muito bom ver suas criações tomando forma, especialmente em um traço tão legal quando o do Eliel.


ACAMPAMENTO

Estava sentado sozinho observando a escuridão. Seus amigos estavam em volta da fogueira alguns metros as suas costas, ele mal ouvia o som do violão e das risadas.
Olhava fixamente para a mata alguns metros a sua frente pensando nos seus problemas.
A lua estava cheia iluminando a mata e dando a ela uma aura fantasmagórica. 
Ao olhar tanto tempo pra escuridão era impossível não sentir um calafrio subindo a espinha. Este calafrio aumentou quando alguma coisa se mexeu na mata a sua frente. Alguma coisa que parecia ser imensa, pois de alguma forma toda a paisagem ficou escura, parecia que aquilo sugava a luz do ambiente e de alguma forma ele não conseguia tirar os olhos. 
Não tinha forma definida e apesar da luz da lua a escuridão parecia aumentar em sua volta como se aquilo o estivesse dominando. Podia sentir a respiração da coisa, que se mexia pouco. 
A coisa parecia que não tinha notado sua presença até ele ouvir um grito de alegria vindo de seus amigos. Em um momento o vulto gigantesco se movimentou rapidamente e pareceu agora estar fitando na sua direção, seu coração deu um pulo. 
Ele sentiu pela primeira vez na sua vida medo real, não medo de um filme, de um lugar. Sentiu no fundo de seu ser um medo primitivo, um sentimento avassalador de que sua vida ia ser tirada ali, naquele momento. 
Podia sentir que sua vida estava se esvaindo e mesmo assim não conseguia tirar os olhos daquilo, até que uma mão no seu ombro o tirou daquele transe. Ele deu um pulo assustado e viu que era sua amiga...... que tinha vindo avisar que o jantar estava servido. 
Ela percebendo seu estado perguntou o que ele tinha visto e ele olhou assustado para a mata onde “aquilo” estava e não viu mais nada de anormal, somente a luz da lua iluminando as árvores ao vento. Como sua amiga parecia não ter percebido nada ele decidiu não contar nada por enquanto, não queria que eles pensassem que ele estava ficando louco e nem muito menos estragar a noite de todos. 
Uma sensação estranha ficou em sua mente o resto da noite. Não falou nada para ninguém naquela noite, mas todos perceberam que ele estava mais quieto. Ele de alguma forma sabia que “aquilo” ainda estava lá, mas não sentia mais aquela presença predadora de antes. Depois de algumas horas todos começaram a ir para suas barracas, alguns foram para a casa, ele ia dormir dentro da casa e também foi tentar dormir. Todos adormeceram rapidamente, mas ele definitivamente não teve uma boa noite de sono...



Espero que tenham gostado, mas se não gostaram podem sentar o pau nos comentários. ehehe
Qualquer crítica é bem vindo para a gente melhorar.
Talvez eu publique outros uma hora dessas, ou não, muito pelo contrário. hehehe
E se gostaram da arte do Eliel, recomendo uma visita ao blog do cara que mata a pau.

http://drawsdesenhos.blogspot.com.br/

Bom, por enquanto é isso paliteiros.
Até a próxima.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Contos espalitados



Olá fiéis paliteiros. Faz tempo que não posto nada aqui mas não desisti do blog, só estava em um lugar com internet estupidamente ruim.
O bom disso tudo é que consegui finalmente acabar um capítulo da história que estou escrevendo. \o/

E para comemorar vou postar aqui um conto que acho muito legal do Luís Fernando Verissimo.
Ele é bem curto e acho que vocês vão gostar.





Sozinhos

Luis Fernando Veríssimo

Esta idéia para um conto de terror é tão terrível que, logo depois de tê-la, me arrependi. Mas já estava dita, não adiantava mais.
Você, leitor, no entanto, tem uma escolha. Pode parar aqui, e se poupar, ou ler até o fim e provavelmente nunca mais dormir. Vejo que decidiu continuar. Muito bem, vamos em frente. Talvez, posta no papel, a idéia perca um pouco do seu poder de susto. Mas não posso garantir nada.

É assim:
Um casal de velhos mora sozinho numa casa. Já criaram os filhos, os netos já estão grandes, só lhes resta implicar um com o outro.
Retomam com novo fervor uma discussão antiga. Ela diz que ele ronca quando dorme ele diz que é mentira.
- Ronca.
- Não ronco.
- Ele diz que não ronca – comenta ela, impaciente, como se falasse com uma terceira pessoa.
Mas não existe outra pessoa na casa. Os filhos raramente visitam. Os netos, nunca. A empregada vem de manhã, faz o almoço, deixa o jantar e sai cedo. Ficam os dois sozinhos.
- Eu devia gravar os seus roncos, para você se convencer – diz ela. E em seguida tem a idéia infeliz. – É o que vou fazer! Esta noite, quando você dormir, vou ligar o gravador e gravar seus roncos.
- Humrfm – diz o velho.
Sozinhos. Os velhos sozinhos na casa. Os dois vão para a cama.
Quando o velho dorme, a velha liga o gravador. Mas em poucos minutos a velha também dorme. O gravador fica ligado, gravando. Pouco depois a fita acaba.
Na manhã seguinte, certa d seu triunfo, a velha roda a fita.
Ouvem-se alguns minutos de silêncio. Depois, alguém ronca.
- Rarrá! – diz a velha, feliz.
Pouco depois ouve-se o ronco de outra pessoa, a velha também ronca!
- Rarrá! – diz o velho, vingativo.
E em seguida, por cima do contraponto de roncos, ouve-se um sussurro. Uma voz sussurrando, leitor. Uma voz indefinida. Pode ser de homem, de mulher ou de criança. A princípio – por causa dos roncos – não se distingue o que ela diz. Mas aos poucos as palavras vão ficando claras. São duas vozes. É um diálogo sussurrado.
“Estão prontos?”
“Não, acho que ainda não...”
“Então vamos voltar amanhã...”

E aí paliteiros, gostaram?
Particularmente acho este conto muito legal, é um dos melhores contos de terror que já li e é bem curto e simples. Muito legal hehe
Até a próxima.
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