quinta-feira, 8 de março de 2012

Eu li: El Sueñero, de Enrique Breccia


Faz tempo que estou procurando quadrinhos diferentes do eixo heróis e mangás de ação para ler. Estou procurando coisas de outros países que não são lançados por aqui e/ou que não são relançados faz tempo.
Nestas minhas procuras por aí acabei descobrindo que a nossa vizinha Argentina tem uma cultura de fazer quadrinhos (lá chamados de historietas) de qualidade a muitos anos e lendo o livro Bienvenido - Um passeio pelos quadrinhos argentinos, de Paulo Ramos ( recomendo muito) fiquei conhecendo vários quadrinhos que nunca tinha ouvido falar e comecei a procurar vários, mas como são difíceis de se achar por aqui, tive a sorte de minha namorada estar indo para a Argentina a um tempo atrás e encomendei várias edições, mas ela não conseguiu uma que tinha me chamado muito a atenção na época por tratar de viagens entre dimensões e no tempo, El Sueñero, de Enrique Breccia.
Então na última feira do livro aqui de Porto Alegre achei um cara que trás quadrinhos argentinos de lá e encomendei um edição que ele me conseguiu a pouco tempo e cara, que quadrinho massa.
Já li bastante coisa, mas esta história já esta entre uma das minha preferidas.

A história se passa no ano de 3012 dC, conhecido como o "ano da praga sutil", em lugar imaginário, talvez um futuro incerto. Povos guerreiros, lutavam por séculos, até que um dia a guerra terminou, começaram tempos de paz, lazer e tédio, a peste. Precisavam de um remédio para curar esta nova doença, algo pra entreter as pessoas acostumadas com guerras. Então os governantes decidiram trazer de volta as antigas batalhas de gladiadores, como na Roma antiga.

Eles precisam de guerreiros e para isso mandam um mercenário, também conhecido pelo nome de Sueñero, trazer os lutadores. Ele então parte e atravessa o mar do tempo e vai para vários locais no tempo e espaco e começa seu recrutamento: O Minotauro, o Sr. Hyde, o Lobisomem.

Como vários quadrinhos argentinos, El Sueñero tem um forte teor político, criticando a ditadura da época a Guerra das Malvinas, as questões do modo de vida do país versus estrangeiros.

Isso é só um resumão da obra que merece ser lida e conhecida por aqui. Ela tem roteiro e desenhos de Enrique Breccia, que por sinal desenha muito e já fez algumas edições do Batman e do Monstro do Pântano para a DC.


Fica a dica para quem quiser ler algo diferente, vale a pena dar uma chance.
Bem que alguma editora podia lançar isso por aqui, especialmente agora que finalmente estão trazendo O Eternauta, outro quadrinho clássico argentino que vou falar logo que acabar de ler minha edição.

Bom, valeu paliteiros. Até a próxima.

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